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Branco vazio
Branco vazio
Branco vazio
Branco vazio
Dia de sol
Dia de sol
Dia de sol
Dia de sol
Crepúsculo sadio
Crepúsculo sadio
Crepúsculo sadio
noite de ébano
noite de ébano
é verão
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
QUASE MILAGRE !
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Parido num parto difícil
progênie negra, nativa, européia
duvidosa
vasta prole o seu bando
cresceu pelos campos
a correr do sarampo
e da peste que aleija meninos
Quase milagre I
Desgraçado!
mil vezes desgraçado.
a vida lhe deu tréguas curtas demais
para descansar
longas batalhas
longas demais
para vencer
Quase milagre
Desgraçado !
Teu fardo é chumbo
Teu caminho é pedra
Horizonte é chuva
Não há planícies só montanhas
Não há descanso só jornada
E ainda vives !
Quase milagre
Parido num parto difícil
progênie negra, nativa, européia
duvidosa
vasta prole o seu bando
cresceu pelos campos
a correr do sarampo
e da peste que aleija meninos
Quase milagre I
Desgraçado!
mil vezes desgraçado.
a vida lhe deu tréguas curtas demais
para descansar
longas batalhas
longas demais
para vencer
Quase milagre
Desgraçado !
Teu fardo é chumbo
Teu caminho é pedra
Horizonte é chuva
Não há planícies só montanhas
Não há descanso só jornada
E ainda vives !
Quase milagre
terça-feira, 28 de abril de 2009
PENSANDO ALTO !
Ai, como eu queria !
como eu queria !
que lesses minha poesia
A crítica como teu beijo
ao meu amor vadio
esse desejo sectário
um trovar de varejo
contexto tardio
do meu imaginário
Ai, como eu queria !
como eu queria !
que entendesses minha poesia
Teu olhar meu reflexo
enquanto revolvo escombros
a procurar um nexo
para essa culpa sobre os ombros
e para o fundo do poço gritas:
te perdôo! para que te agitas ?
Ai, como eu queria !
como eu queria !
que compreendesses minha poesia
Teu corpo me premia
sob uns lençois de seda e fama
o conto, a prosa, a poesia
e como quem verdadeiramente ama
tu me abraças e eu adormeço
num sonho de volta ao começo
Ai, como eu queria!
como eu queria!
que soubesses que é para tí minha poesia
como eu queria !
que lesses minha poesia
A crítica como teu beijo
ao meu amor vadio
esse desejo sectário
um trovar de varejo
contexto tardio
do meu imaginário
Ai, como eu queria !
como eu queria !
que entendesses minha poesia
Teu olhar meu reflexo
enquanto revolvo escombros
a procurar um nexo
para essa culpa sobre os ombros
e para o fundo do poço gritas:
te perdôo! para que te agitas ?
Ai, como eu queria !
como eu queria !
que compreendesses minha poesia
Teu corpo me premia
sob uns lençois de seda e fama
o conto, a prosa, a poesia
e como quem verdadeiramente ama
tu me abraças e eu adormeço
num sonho de volta ao começo
Ai, como eu queria!
como eu queria!
que soubesses que é para tí minha poesia
domingo, 26 de abril de 2009
SOBRE UMA ESTRELA
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No vasto céu avistei uma estrela brilhante
e ao querer de longe vê-la
percebi algo intrigante nessa estrela:
parecia emitir um sinal, um apelo
por isso não se mostrava mais cintilante
Passei a observá-la com desvelo
emitindo também sinais, cá distante
pois essa estrela, de repente
tornou-se luminosamente deslumbrante.
Quis perguntar, mormente
por quem brilhas estrela ?
Receoso, calei-me imediatamente
não tinha o direito de constrangê-la
pois brilho de estrela pertence a ninguém
coração de estrela é sempre de alguém
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No vasto céu avistei uma estrela brilhante
e ao querer de longe vê-la
percebi algo intrigante nessa estrela:
parecia emitir um sinal, um apelo
por isso não se mostrava mais cintilante
Passei a observá-la com desvelo
emitindo também sinais, cá distante
pois essa estrela, de repente
tornou-se luminosamente deslumbrante.
Quis perguntar, mormente
por quem brilhas estrela ?
Receoso, calei-me imediatamente
não tinha o direito de constrangê-la
pois brilho de estrela pertence a ninguém
coração de estrela é sempre de alguém
sábado, 25 de abril de 2009
AI, CHORA !
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Chora, tuas lágrimas doídas
teu pranto sentido
teu riso farto
Chora, este último amor que tens
porque nunca mais amaremos assim
intensamente, eternamente
derrama o teu pranto no conforto do meu colo
pela quantidade que choras
tem volume teu sentimento
choras porque choras, pede teu coração
aflito porque choras, dor no peito
e não morras de olhos secos
sexta-feira, 24 de abril de 2009
TRAGÉDIA À GREGA
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As aríetes estão aos portões
o inimigo ganha as muralhas
meu reino sucumbe
devo capitular ?
Estou só sem defesa
Non tali auxílio
nec defensoribus istis tempus eget
glória de Pirro
Pequei o pecado de Saul
Os mortos me negligenciaram socorro
Tantaene animis coelestibus irae ?
Misericórdia dos vencedores
guardo dignidade
para uma última honra.
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As aríetes estão aos portões
o inimigo ganha as muralhas
meu reino sucumbe
devo capitular ?
Estou só sem defesa
Non tali auxílio
nec defensoribus istis tempus eget
glória de Pirro
Pequei o pecado de Saul
Os mortos me negligenciaram socorro
Tantaene animis coelestibus irae ?
Misericórdia dos vencedores
guardo dignidade
para uma última honra.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
EXTREMOS
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Extremidade, extremor
extrema-unção, extremismo
extremado, extremamente
extrema-direita
extrémité
extrema-esquerda
extremidad
extreme
extrême
extrem
à parte o sufixo
esse radical que fica
sempre leva à ponta.
Extremidade, extremor
extrema-unção, extremismo
extremado, extremamente
extrema-direita
extrémité
extrema-esquerda
extremidad
extreme
extrême
extrem
à parte o sufixo
esse radical que fica
sempre leva à ponta.
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